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quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Os Estados da Alma


Nao trataremos aqui do Sacramento da Penitencia em especifico, mas sim uma pálida imagem do estado das almas em relação ao pecado grave e a graça santificante.

Alma em estado de pecado mortal:

Lembramos que para ser pecado mortal requer três condições “matéria grave, pleno conhecimento e pleno consentimento”.

Conseqüências:
O pecado mortal destrói a caridade no coração do homem por uma infração grave da lei de Deus; desvia o homem de Deus, que é seu fim ultimo e sua bem aventurança, preferindo um bem inferior;
 Morrer em pecado mortal sem ter-se arrependido dele significa ficar separado de Deus por toda a eternidade;
A alma perde a Deus que por sua própria vontade e deliberação escolhendo um bem inferior;
A alma perde todos os méritos alcançados até então, anulando-os;
Perde a capacidade de alcançar méritos por mais boas que sejam suas obras, pois escolhendo o pecado à Deus, preferiu ficar fora da sua comunhão;
Não lhe é possível receber o Sacramento da Eucaristia, pois se assim o fizesse aumentaria mais ainda sua condenação;
Priva-se também de ganhar indulgencias, quer para si que seja para as almas do purgatório.

O pecado mortal deixa a alma sobrenaturalmente tão feia e repugnante  que compará-la a um cadáver em putrefação é pouco.

Um dos tormentos do inferno é precisamente  dos condenados terem de se contemplar uns aos outros. Santos houve, inclusive, que por um dom especial de Deus, podiam sentir o mau odor das almas em pecado. Assim, por exemplo  Santa Catarina de Sena, acostumada a cuidar de leprosos repugnantes  e que no entanto desmaiou de nojo na presença de certa dama elegante; São Filipe Néri que sentia levantar-se o mau odor sobrenatural de cidades longínquas: a Beata Ana Maria Taigi, atormentada dia e noite pelo odor pestilencial vindo dos pecadores de toda parte.

São João Bosco descreve que, tendo-lhe aparecido, em 06/12/1875, seu aluno já falecido, São Domingos Sávio, este lhe apresentou uma lista de almas em estado de pecado mortal. Dom Bosco afirma que: Quando abri a lista espalhou-se à volta um cheiro tão insuportável, que me vi assaltado por fortíssimas dores de cabeça, de angústias e vômitos tais que pensei que morria. Aquele mau cheiro penetrou nas paredes, impregnou-se na minha roupa, de tal modo que muitos dias depois ainda me parecia sentir aquela peste. Mesmo agora, quando me lembro, vém-me vômitos, sinto-me sufocar e o estômago revoltado".

Também Santa Teresa de Ávila nos conta seu testemunho: "Sei de uma pessoa [ela mesma] a quem Nosso Senhor se dignou mostrar como fica uma alma quando peca mortalmente. Diz ela que, segundo lhe parece, se todos o entendessem não haveria um só homem capaz de pecar, ainda que tivesse de sujeitar-se aos maiores trabalhos para fugir das ocasiões. Não há trevas mais densas, nem coisa tão escura e negra: a tudo excede em escuridão".

Diz-nos Santa Catarina de Gênova  "Não posso compreender como não caí morta quando, numa visão, o Senhor me fez conhecer que coisa á a sombra de uma ofensa a Deus




A conversão “regresso ao amor de Deus” através da conversão e arrependimento, de modo especial depois as Confissão Sacramental.

       Jesus diz a Santa Faustina: "Escreve, filha, fala da minha misericórdia. Diz às almas onde devem procurar consolo, isto é, no tribunal da misericórdia, onde continuo a realizar os meus maiores prodígios que se renovam sem cessar. Para obtê-los não é necessário empreender longas peregrinações, nem realizar exteriormente grandes cerimônias; basta aproximar-se com fé dos pés do meu representante e confessar-lhe a própria miséria. O milagre da misericórdia de Deus fará ressurgir aquela alma para uma vida plena. Ó infelizes, que não aproveitais esse milagre da misericórdia de Deus! Clamarei em vão, pois já será tarde demais".
       "Filha, quando te aproximas da santa confissão, dessa fonte da minha misericórdia, sempre desce na tua alma o Meu Sangue e a água que saíram do meu Coração e enobrecem a tua alma. Cada vez que te aproximares da santa confissão, mergulha-te toda na minha misericórdia com grande confiança, para que ela possa derramar na tua alma a abundância da minha graça. Quando te aproximas da santa confissão, deves saber que sou Eu mesmo quem espera por ti no confessionário; oculto-me apenas no sacerdote, mas Eu mesmo atuo na alma. Aí, a miséria da alma se encontra com o Deus da misericórdia. Diz às almas que dessa fonte de misericórdia as graças são colhidas apenas com os vasos da confiança. Se a confiança delas for grande, a minha generosidade não terá limites. As torrentes da minha graça inundam as almas humildes. Os orgulhosos sempre estão na pobreza e na miséria, porquanto a minha graça se afasta deles para as almas humildes".




A alma em estado de graça:

Volta-se a amizade com Deus e à Sua comunhão;
Pode-se alcançar indulgencias, quer para si como para as santas almas do purgatório;
A alma recobra os méritos das suas boas obras no qual perderá pelo pecado mortal;
Volta a poder participar da Sagrada Eucaristia;
União com Deus;
Encontra-se a paz interior perdida pelo pecado mortal;
Etc.

E quanto a aparência espiritual a alma em estado de graça, é de um grande esplendor, prova disso lembramos São Padre Pio, que em sua carne já exalara um grande e suave perfume, quanto mais em sua alma o quão esplendorosa era.

O corpo incorrupto de tantos e tantos santos que na vida amaram a Deus seguindo seus mandamentos e ensinamentos, o qual Deus por Seu poder e majestade concedeu que seus corpos não se corrompessem em decorrência do tempo; então podemos imaginar o quão esplendidas eram essas almas.



Santa Tereza de Jesus considera as almas em estado de graça como um castelo , feito de um só diamante ou de um limpidissimo cristal.
Ainda diz que se refletindo bem, veremos que a alma em estado de graça é nada menos que um paraíso, onde o Senhor, como Ele mesmo diz, acha suas delicias.

Que vos parece? Como será o aposento onde se compraz um Rei tão poderoso, tão sábio, tão puro, tão rico de todos os bens? Nada podemos imaginar comparável à beleza de uma alma em estado de graça e a sua imensa capacidade. Por agudas que sejam, as nossas inteligências não chegam a compreendê-la verdadeiramente, assim comonao se compreendem a Deus. 




Fontes:
Catecismo da Igreja Católica
luzecalor.blogspot.com
Diário de Santa Faustina Kowalska
Castelo Interior ou Moradas – Santa Tereza de Jesus

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